Boa surpresa

Foi uma boa surpresa o filme Xeque mate. Fui achando que seria uma fita de ação corriqueira, mas era algo diferenciado. Trama interessante, com idas e vindas que atiçam a curiosidade e oferecem surpresas; direção (de Paul McGuigan) com um pouco de maneirismos (aceleração, retrocesso, closes, stops), mas adequados às situações; interpretações convincentes, à frente dois monstros sagrados do cinema, Sir Ben Kingsley e Morgan Freeman (que também deveria ser "sir"). Josh Hartnett, Bruce Willis e Lucy Liu completam bem a linha de frente, numa produção que se dá ao luxo de ter como coadjuvantes Danny Aiello e Stanley Tucci.
Beijos!

Clara Arreguy, segunda-feira, setembro 25, 2006. 0 comentário(s).

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Tortura psicológica

O desavisado vai ver o filme Menina má.com, levado pela sinopse, e se dá mal. "O encontro entre uma jovem de 14 anos e um fotógrafo mais velho provoca situações inesperadas." O que acontece, na verdade, é um festival de violência psicológica que beira o insuportável. A partir de uma paquera via internet, a tal menina persegue o cara porque possui fortes indícios de que ele seja um pedófilo responsável pelo desaparecimento de outra adolescente. Depois de envolvê-lo, começa a torturá-lo para induzi-lo ao suicídio, única forma de purgar seus supostos crimes. A tensão crescente pode até visar o incômodo do espectador diante de sua passividade e blablablá. No frigir dos ovos (ai, tem até disso), fica difícil não torcer para o bandido.
Beijinhos!

Clara Arreguy, domingo, setembro 24, 2006. 0 comentário(s).

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Meu comercial

Pausa nos comentários de trabalhos alheios para um breve comercial: foi lançada, na semana passada (houve antes um pré-lançamento na Feira do Livro de Brasília) a coletânea Todas as gerações, com 102 contos de autores contemporâneos residentes na capital federal. Trata-se de uma seleção feita pelo escritor mineiro (de Cataguases) Ronaldo Cagiano, há muitos anos radicado no Planalto Central, que convidou gente de todos os gêneros, estilos e idades, como o próprio nome da publicação diz. Estou ali com meu conto Hora de parar (apresentado como inédito no meu site), ao lado de nomes da maior importância e qualidade, o que muito me honra. A editora é a LGE, brasiliense. Em breve porei no ar fotos do lançamento da semana passada, na livraria Siciliano do Pátio Brasil, eu ao lado de Alan Viggiano, Cagiano, Alexandre Pilati, Alexandre Marino, Fernando Marques e tantos outros. Carlos Tavares, Cristovam Buarque e José Sarney estavam entre os integrantes da coletânea que não foram ao encontro.
Beijos e inté!

Clara Arreguy, sábado, setembro 23, 2006. 0 comentário(s).

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Bom policial

Acabo de ler o policial O homem dos círculos azuis, de Fred Vargas, escritora francesa criadora do personagem Jean Baptiste Adamsberg, que aparece em outras de suas histórias, como O homem do avesso. Desta vez, a trama se passa anteriormente à deste último romance. Adamsberg acaba de chegar a Paris, promovido a chefe de delegacia, e intriga seus subordinados, como o inteligente investigador Danglard, por seus modos diferentes, intuitivos, calmos, aleatórios, até alheios. Apesar da trama interessante, o forte de Vargas são as personagens, como os dois já citados, de temperamentos tão díspares, além da excepcional mulher que é Mathilde e do próprio homem dos círculos azuis. O desfecho, com suas reviravoltas, lembra Agatha Christie.
Beijocas!

Clara Arreguy, segunda-feira, setembro 18, 2006. 0 comentário(s).

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Mulheres afegãs

A situação das mulheres no Afeganistão vem sendo abordada por uma série de meios (filmes, livros, reportagens), que denunciam como, na cultura daquele país, elas são tratadas como escravas, objetos, sem direitos, cidadania, autonomia, livre arbítrio, proibidas de estudar, vendidas e negociadas por pais, irmãos etc. A queda do regime talibã não foi suficiente para pôr fim a uma série de problemas, inclusive o uso da burca, uma violência a que muitas preferem se submeter para não enfrentar outras, ainda piores. Essas e outras questões estão presentes no lindo filme Às cinco da tarde, que mostra os sonhos de uma moça (com o que restou de sua família) em fuga da capital, Cabul, destroçada pela invasão dos americanos e seus aliados. Belo, triste e sufocante, como só poderia ser uma história ambientada no Afeganistão contemporâneo.
Beijos!

Clara Arreguy, domingo, setembro 17, 2006. 0 comentário(s).

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Amor demais

Se o amor já é a coisa melhor da vida, O maior amor do mundo é um dos melhores filmes em cartaz, um dos mais acertados de Cacá Diegues, um dos mais tristes da temporada. Praticamente sem senões: a linda história de um homem seco, vazio, à procura do passado, onde um resquício de sentimento possa dar-lhe alento para os últimos dias de vida. José Wilker, ator tradicionalmente caricatural e pouco afeito a papéis mais profundos, convence como o cientista famoso à beira da morte, que vai parar na favela onde poderia ter sido criado e se envolve com uma vidente, uma linda moça e um menino do tráfico. Paralelamente ao seu drama pessoal, percorre um Brasil desconhecido para ele, da elite, o embrutecimento real que não o choca. Há ainda o pai, vivido duplamente por Sérgio Brito e Marco Ricca, um capricho de interpretações.
Beijocas!

Clara Arreguy, segunda-feira, setembro 11, 2006. 0 comentário(s).

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A importância do nada

Desculpem-me a ausência - muito trabalho, feriado e a falta de acabar de ler algo. Terminei, enfim, o lindo A altura e a largura do nada, de Ignácio de Loyola Brandão. Belíssimo relato de memórias, que se mescla a ficção e poesia, quase um almanaque sobre a Araraquara nativa do escritor, onírica, idílica, sua infância, juventude e o olhar recuperado pelo adulto diante do tempo/ espaço que era e não é mais. Me tocou fundo, principalmente porque, no mesmo tom de Manuel de Barros, resgata a importância do nada, do pequeno, do banal, do desimportante. E porque redimensiona para mim um escrito que fiz há um ano e que engavetei, ou melhor, no estilo das cozinheiras de mão cheia (que não sou), pus a massa para descansar. Quem sabe chegou a hora de socá-la um pouco mais e tirar do forno?
Beijos aflux!

Clara Arreguy, domingo, setembro 10, 2006. 0 comentário(s).

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Adrenalina pura

Depois de ler o Plano de ataque, do Ivan Sant'Anna, tive que ir correndo assistir a Vôo 93, sobre um dos quatro aviões seqüestrados no 11 de Setembro, aquele que não atingiu o alvo porque os passageiros enfrentaram os terroristas e a aeronave acabou caindo na Pensilvânia e matando todo mundo. Assim como o livro, o filme também deixa a gente sem respirar (roí unhas, o que nunca faço). Como eu conhecia os personagens por causa do relato detalhadíssimo do escritor brasileiro, ficou mais fácil de acompanhar. Independentemente de conhecer melhor os envolvidos, no entanto, o suspense no cinema cresce a cada cena, mesmo a gente sabendo de antemão o desfecho. A tensão não tem medida, suplanta a própria construção das personagens, daí o valor da película, dirigida por Paul Greengrass. E ainda sobram críticas óbvias à "otoridades".
Beijoca para o Joca, a KK, a Beth, a Juju, a Ena e os demais!

Clara Arreguy, domingo, setembro 03, 2006. 0 comentário(s).

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