Data correta

Falei aqui do lançamento do meu novo romance, Tempo seco, mas errei a data. O correto é 13 de maio, quarta, às 19h30, no Bar Brahma (201 Sul), em Brasília; e 18 de maio, segunda, às 19h30, nos jardins internos do Palácio das Artes.

Espero todos lá (ou cá).

Beijos!

Clara Arreguy, segunda-feira, abril 27, 2009. 0 comentário(s).

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Forte desenho

O filme Valsa com Bashir, de Ari Folman, é uma adaptação da graphic novel também dele. O enredo fala do massacre de dois campos de refugiados palestinos no Líbano, nos anos 80. Folman era soldado, um rapazinho, na operação em que o exército israelense deu cobertura à milícia falangista cristã para exterminar a população civil dos campos. Ele mesmo não se lembrava bem do episódio, até que um amigo começa a ter pesadelos e ele, intrigado, passa a entrevistar outros ex-companheiros para recordar dos fatos. É um filme forte, pesado, verdadeiro, que mexe com a consciência e, sem julgar, revela uma triste passagem da história recente. Tudo em desenhos incríveis, cores impressionantes e trilha sonora que dialoga com as situações.

Beijocas!

Clara Arreguy, segunda-feira, abril 27, 2009. 0 comentário(s).

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Aventura jovem

O novo lançamento do escritor mineiro Jorge Fernando dos Santos é a aventura juvenil Procura-se um fantasma (Atual Editora). Trama interessante e bem escrita, narra a história de Ricardo, um professor que perde um velho tio em Petrópolis e herda um casarão com fama de mal-assombrado. Entre pesquisas históricas que contam um pouco da formação daquela cidade serrana do Rio de Janeiro e da literatura ligada a assombrações, o leitor acompanha as aventuras do rapaz, que perde o emprego, reencontra a namorada, constrói uma pousada e passa aperto com almas deste e do outro mundo.
Jorge Fernando é jornalista e escritor, com obra vasta em variados gêneros, inclusive a dramaturgia, a teledramaturgia (tem peça adaptada para minissérie de tevê) e até músicas compostas.

Beijins!

Clara Arreguy, segunda-feira, abril 27, 2009. 1 comentário(s).

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Mestre do conto

Mais um lançamento do mestre do conto, Luiz Vilela. Trata-se de Sofia e outras histórias, supostamente dedicado ao público juvenil, mas que mantém as marcas da dureza e da secura típicas do escritor mineiro. Nada que o desabone, pelo contrário. Os contos são curtos e econômicos em linguagem e nos tipos que ele constrói. Tem a história que dá nome ao livro, sobre uma comerciante "turca" que os meninos da rua adoram zoar, mas por quem nutrem sentimento inesperado; tem o suspense em torno de um personagem que escolhe sua maneira própria de passar a noite de Natal; tem o "monstro" assassino de quem a mídia não esperava reações tão aparentemente inofensivas; tem a solidão, a velhice e o desencanto em figuras que voltam ao interior ou que lidam com os velhos da família. Sobretudo, tem a maestria de Luiz Vilela em cada página, cada linha, cada frase.

Beijocas!

Clara Arreguy, terça-feira, abril 21, 2009. 0 comentário(s).

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Ficção política vertiginosa

É vertiginoso o novo romance do norte-americano Michael Chabon , Associção Judaica de Polícia. Trata-se de ficção política, uma transversal da ficção científica em que se imagina um outro futuro, não determinado pelas transformações tecnológicas, mas pelas sociais. A história, que de fato é um romance policial, se passa no Alasca, para onde os judeus do mundo foram mandados há quase 50 anos, desde que perderam para os árabes a guerra pela Palestina. Não há Israel. Confinados provisoriamente num território que será revertido aos EUA em breve, os judeus vivem numa região inóspita, se multiplicam em meio a fanatismo e violência.
O protagonista é um típico herói de trama noir. O detetive Meyer Landsman vive num hotel fuleiro, uma espelunca onde aparece assassinado um viciado em heroína. Contrariando as ordens de sua superiora, a própria ex-mulher, Bina, Landsman resolve investigar o crime. Algo na decadência da vítima os irmana. Afinal, também o detetive está no fundo do poço, bêbado e desleixado.
A trama complexa, que consome quase 500 páginas, envolve seitas, golpes, um suposto Messias que teria chegado e seria o estopim de uma revolução neossionista, propiciando a sonhada volta à Terra Santa, conflitos entre judeus e os índios que originalmente habitavam a região, entre judeus e o governo americano.
A literatura de Chabon é muito interessante, uma escrita sem concessões, em que termos em iídiche e uma história reescrita ao sabor da inventividade tragam o leitor numa vertigem da imaginação. Sensacional.

Beijos!

Clara Arreguy, sexta-feira, abril 10, 2009. 0 comentário(s).

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O livro do Jorge

Jorge Ferreira, dono de bares e restaurantes famosos em Brasília, como o Feitiço Mineiro, Armazém do Ferreira, Mercado Municipal e outros, acaba de lançar o livro Fazimento, em que, para comemorar seus 50 anos, reúne uma parte de "causos" e outra de poesia. A primeira mostra a verve de contador de lorotas, algumas ouvidas dos parentes de Cruzília, no Sul de Minas, outras inventadas ao sabor da pena. São histórias divertidas, em que personagens, como Seu Geraldo Rola, caem no gosto do leitor. Na segunda parte, a dos poemas, Jorge fala de amor, luta e amizade, dedica versos aos filhos e a amigos como o ex-deputado José Dirceu e outros. A forte é a nostalgia de um tempo e um lugar distantes na lembrança. Sensibilidade lírica que encontra, no projeto gráfico de seu amigo Ziraldo, combinação para radicalizar na brincadeira com as palavras.

Beijões!

Clara Arreguy, domingo, abril 05, 2009. 0 comentário(s).

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100 anos de solidão

Tem um quê de García Márquez o personagem centenário que narra a própria vida e a saga familiar de uma infinidade de Eulálios na decadência social e moral de um Rio de Janeiro movido de um século a outro entre desfigurações e novas configurações. Estou falando de Leite derramado, novo romance de Chico Buarque, que acaba de chegar às livrarias. Nas lembranças e delírios de Eulálio no leito de um hospital chinfrim, acompanhamos a história de uma família da elite brasileira que, à medida que o tempo passa, perde dinheiro, prestígio, casarões em Copacabana e fazendas na serra. Eulálio lembra sobretudo da mulher que ele amou e que o deixou, por traição ou doença. Matilde, dos mistérios e seduções, mãe de Maria Eulália, a filha que, octogenária, acompanha o pai nos momentos finais. Com domínio da construção narrativa e exercícios poéticos da prosa literária, Chico Buarque comprova, para quem duvidava, que também por escrito é um dos nomes maiores das letras brasileiras.

Beijus!

Clara Arreguy, quarta-feira, abril 01, 2009. 0 comentário(s).

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