Segundo tempo (Ai, caramba!)

Em compensação, nada melhor que o comercial do Maradona sonhando em cantar o Hino Nacional e vestir a amarelinha. Ele topa de maneira bem-humorada fazer o filme (coisa que muito craque brasileiro não peitaria) e leva na boa a sua tendência a se viciar em cositas. Das propagandas de bebida, a Schin torcendo para a Costa do Marfim, com os Mulheres Negras, também foi muito simpática. A Brahma não fez chamada forte, este ano, a Antárctica perdeu o Bussunda na turma da Boa, a Kaiser ficou por baixo e a Skol foi a campeã de amolação. A mais chata disparado.
Beijos molhados.

Clara Arreguy, sexta-feira, junho 30, 2006. 0 comentário(s).

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No intervalo

Enquanto não fazemos outra coisa que não assistir aos jogos da Copa do Mundo, que tal eleger os piores comerciais temáticos sobre futebol? Eu, da minha parte, estou quase vomitando quando o pelado da Skol entra em campo, quando os troféus começam a jogar bola, quando os mestres-cucas da McDonalds começam a cantar. Curto a mulher que narra o jogo pelo telefone para o marido ("o das pernas bonitas passou para o fortão, os de camisa amarela agora tão correndo pro outro lado..."), gostava da turma da Boa com o Bussunda, mas o meu predileto ainda é o da Aracruz, com um samba gostoso e gente legal, como Popó. o astronauta e a Daiane fazendo controle com a bola. Não entendo a letra, mas curto o sambinha.
E beijos futebolísticos!

Clara Arreguy, quarta-feira, junho 28, 2006. 0 comentário(s).

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De época

O filme Tristão + Isolda não tem lá um elenco muito forte, mas vale pela bela reconstituição de época. A história se passa na Inglaterra do século VII, quando irlandeses dominavam o reino e oprimiam anglos, saxões, celtas etc. Entre lutas e disputas, Tristão e Isolda se conhecem sem saber a identidade um do outro. Ela, filha do rei dos irlandeses, acaba se casando com o rei dele. A traição do guerreiro a seu segundo pai será inevitável, assim como os descaminhos da guerra. Vale pela questão histórica e por permitir uma viagem no tempo. A produção é de Ridley Scott, o que já representa muito.
Beijão!

Clara Arreguy, sábado, junho 24, 2006. 0 comentário(s).

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Anticlímax

Com Copa do Mundo, jogos do Brasil etc., fica difícil manter uma atualização mais constante do blog, não só por falta de tempo (muito trabalho, estou na cobertura de Copa pelo jornal), como pela ausência de outros assuntos. Nem por isso eles deixam de existir. Esta semana, mesmo, fui ver, toda esperançosa, a refilmagem de Poseidon, e que decepção. O novo filme não manteve os personagens do primeiro (de 1972, com Gene Hackman e uma penca de bons atores), criou novos e mais fracos conflitos. Assim, apenas com a renovação dos efeitos especiais, perdeu a graça. Totalmente anticlímax. E, no final, não tem nem aquela musiquinha da Maureen McGovern, The morning after, que foi um hit vencedor de Oscar na época. Quem está na faixa dos quarentinha sabe do que estou falando. Bom, deixando o saudosismo de lado, falta muito para Josh Lucas e Kurt Russell em matéria de charme e talento. O que só vamos encontrar no personagem de Richard Dreyfuss, um arquiteto gay que iria se suicidar na hora que a onda gigante atingiu o navio.
Sem mais, beijos em todos!

Clara Arreguy, sexta-feira, junho 23, 2006. 0 comentário(s).

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The best

Meu escritor predileto é Philip Roth. Judeu americano, autor de clássicos contemporâneos, como Pastoral americana, O teatro de Sabbath, Patrimônio, Casei com um comunista e Complô contra a América, entre tantos e tantos outros (tudo dele é soberbo), ele tem a capacidade de ser fluente (até loquaz) e profundo, sem perder a ironia, a acidez. Bom, chega de elogios. Qual não foi minha surpresa (e alegria) ao receber o lançamento de mais uma obra sua em português, O animal agonizante, de 2001, uma novela curta em que estão de volta algumas de suas obsessões, como o amor, o sexo, a velhice e o câncer. No livro, Roth traz reedita um personagem seu de O seio e O professor do desejo, David Kepesh, agora velho e apaixonado por uma belíssima jovem, que o deixa obcecado, doente de amor, e ao mesmo tempo confrontado com o tempo e a morte. Sensacional. Ele é bom demais.
Beijos, amigos!

Clara Arreguy, segunda-feira, junho 19, 2006. 0 comentário(s).

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Sem graça

A morte de Bussunda na véspera do jogo do Brasil contra a Austrália, durante a Copa do Mundo, me lembrou demais a do Roberto Drummond, na véspera da partida contra a Inglaterra, no Mundial de 2002. Nos dois casos, eu estava (estou) trabalhando, justamente nesta cobertura, e tenho que jogar a emoção pessoal para debaixo do tapete. Os dois amavam o futebol e acompanhavam com paixão o Brasil na Copa. Morreram do coração, ataques fulminantes. Roberto era um grande escritor, um cronista popular e meu amigo. Bussunda era um grande humorista, uma pessoa inteligente e sensível. E muito, muito engraçado. Sem ele, dificilmente os cassetas continuarão tão interessantes. Deixa muita gente órfã.
Beijos e inté!

Clara Arreguy, sábado, junho 17, 2006. 0 comentário(s).

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Dança edificante

Está estreando hoje o filme Vem dançar, que traz no papel central o astro espanhol Antonio Banderas. Ele faz o papel de um professor de dança de salão que encara o desafio de lecionar numa escola pública, para uma turma de jovens perigosos, que além do mais só querem saber de break, rap, essas coisas. Com jeitinho, é claro que as coisas se ajustarão. Os meninos vão topar um pouco de disciplina para aprender o tango, a rumba, a valsa, e ainda vão ensinar ao professor truques de samplers, DJs e outras modas. O mais importante é que ganharão auto-estima para conduzir melhor sua vida, antes condenada à violência e marginalidade. Trata-se daquele tipo de filme edificante, que tende a ser um saco, mas que, tendo a dança como mote, ganha interesse e boas cenas coreografadas.
Beijos!

Clara Arreguy, sexta-feira, junho 16, 2006. 0 comentário(s).

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Além da Copa

Hoje teve a estréia do Brasil na Copa, fica difícil falar de outro assunto que não futebol, mas vale mudar de prosa para registrar a morte do escritor Wander Pirolli, no sábado, dia 3 de junho. Para nós, mineiros e jornalistas, Pirolli tem significado talvez até maior. Tinha um grande texto, exercitado na labuta diária da redação. Uma leitura acuradíssima da realidade. As crianças ele encantou com livros incríveis como O menino e o pinto do menino e A mãe e o filho da mãe. Para os adultos, sua escrita era forte, intensa, vigorosa. Seu livro Minha bela putana confesso que só fui ler recentemente, em reedição. É sensacional. Ele foi meu "colega" na coleção BH - A cidade de cada um, na qual lancei o Fafich e ele, Lagoinha. Eram contos curtos sobre a região onde nasceu e viveu, e onde os contrates sociais serviram para ele falar com alma sobre o ser humano. Figura doce, Wander Pirolli me honrou com sua presença no lançamento do Fafich - a foto do nosso encontro inesquecível está no meu site, no capítulo das fotos, claro.
Beijos e boa Copa!

Clara Arreguy, terça-feira, junho 13, 2006. 0 comentário(s).

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Futebol em HQ

É relançamento mas não podia ser mais oportuno. A revista Dez na área, um na banheira e ninguém no gol, com histórias de 11 craques do cartoon e das HQs brasileiras (Lelis, Caco Galhardo, Maringoni, Allan Sieber, Spacca, entre outros), foi feita em 2002, por ocasião da Copa da Coréia e do Japão. Reeditada, não perdeu em nada a atualidade, mesmo porque sua onda é falar mais da paixão e do fanatismo que nós brasileiros cultivamos em relação ao esporte do que propriamente sobre ele. As histórias são engraçadíssimas, com todo tipo de variação em torno do tema, de memórias de pernas-de-pau (forte tendência entre os desenhistas) a fabulações sobre o futuro e gozações à linguagem do metier. Iconoclastas, os artistas rasgam convenções e quebram regras, sem perder de vista que o universo do futebol sempre será mais amplo do que o coloca a cobertura diária.
Beijão e boa Copa pra todos!

Clara Arreguy, domingo, junho 11, 2006. 0 comentário(s).

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O bem e o mal

O bem e o mal se confundem e trocam de papel constantemente no novo romance de Moacyr Scliar, Os vendilhões do templo. Formado por três histórias distintas, que se entrecruzam e influenciam, o livro conta a história de um dos vendilhões do templo atacados por Jesus na célebre passagem bíblica, no primeiro momento; no segundo, fala de um padre que tocou uma missão jesuítica no Sul do Brasil, no século XVII; e no tempo presente mostra um jornalista que tenta escrever um romance sobre as duas passagens anteriores. Em todo o desenrolar da narrativa, as questões morais perpassam os questionamentos e ações dos personagens, que trafegam entre o bem e o mal sem muita noção do rumo. Muito bem escrito, como tudo que faz o autor gaúcho.
Bom fim de semana e beijos!

Clara Arreguy, sexta-feira, junho 09, 2006. 0 comentário(s).

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Azar o meu

Por força do trabalho, tive que assistir à comedinha romântica Sorte no amor. Que ruim! Que falta de imaginação dos roteiristas. Sorte e azar viram um caso de burrice. Ou é outra coisa quando uma pessoa joga um secador de cabelo numa banheira e abre a torneira, quando troca lâmpada encostando no fio, quando dá faxina de salto agulha? Me poupem. A fofinha Lindsay Lohan e o charmosinho Chris Pine, seu par romântico, não salvam nada. Difícil dar uma risada. Ah, não, a música é legal. O personagem lança uma banda jovem, McFly, cujo som diverte um pouquinho. Só um pouquinho.
Beijocas (em homenagem ao Joca)

Clara Arreguy, quarta-feira, junho 07, 2006. 0 comentário(s).

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Um da trilogia

Um policial interessante: Acordo quebrado, do belga Lucas Belvaux, conta a história de um casal numa crise inusitada: ele, agente da polícia, ela, professora, só que viciada em morfina. Há 15 anos ele consegue droga pra ela, mas tem que interromper. É que o fornecedor exige que o policial mate um terrorista como queima de arquivo e a fonte seca. Sem morfina, a mulher se desespera, vai pra rua atrás de traficante, duvida do amor do marido, que por sua vez se envolve com a Ornella Muti e a vaca vai pro brejo. O filme é forte, as cenas da crise de abstinência da mulher são pesadas, a atriz que as faz, Dominique Blanc, sensacional. Vale a tensão de toda a trama. O filme integra uma trilogia do diretor, que inclui ainda A fuga e Um casal admirável.
Um beijão a todos!

Clara Arreguy, terça-feira, junho 06, 2006. 0 comentário(s).

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Mistérios

Só agora percebi que deixei passar sem comentário um filme que vi na semana passada, Caché, produção francesa dirigida pelo austríaco Michael Haneke (o mesmo de A professora de piano, filmaço, lembram?). Nesta história, Daniel Auteil e Juliette Binoche (meio amatronada, diferente daquela menina musa) vivem um casal que de repente começa a ser atormentado pelo envio anônimo de fitas de vídeo com imagens estáticas da porta de sua casa. Aos poucos aquilo passa a assustá-los de verdade e ele, um intelectual que mantém um programa de debates na TV, vai ao encontro de seu passado, quando fez muito mal a um menino argelino que vivia com sua família. A questão étnica emerge, como está eclodindo na Europa e em especial na França, com sentimentos fortes de rejeição, preconceito, medo, ressentimento. A trama, em si, deixa para o espectador muitos mistérios, porque o filme se fecha sem dar solução à pergunta que todos se colocam desde o início. No entanto, com o trabalho de vazios e silêncios, com o jogo do que não se diz e não se mostra, com o sentimento crescente de que nada vai bem, as respostas, ao final, são o que menos importa.
Beijão e inté!

Clara Arreguy, sábado, junho 03, 2006. 0 comentário(s).

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Eletrizante

Só hoje, dia de folga depois de 12 seguidos dentro da redação do jornal, fui ver o Missão: impossível III. Primeira observação: o filme realmente é eletrizante, tem o mesmo ritmo frenético dos dois primeiros, com ação do início ao fim e surpresas no meio do caminho. Os personagens bem delineados propiciam grande identificação pelo público e o tema musical já entrou pra história. Tadinho do Tom Cruise, como sofre! A outra observação é quanto à rapidez da máquina de produção e consumo de sucessos. Nem bem estrearam os outros blockbusters da temporada, como X-Men e Código Da Vinci, e todo mundo já esqueceu Ethan Hawke e seus problemas para amar, ser feliz, proteger a mulher e salvar o mundo. Rapidinho o MI-III só está em cartaz em pouquíssimas salas, horários restritos, sessões vaziinhas, ô dó.
Beijos e obrigada pela audiência, que está extrapolando de tão boa! Brigaduuuuuuuu!

Clara Arreguy, sexta-feira, junho 02, 2006. 0 comentário(s).

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Ainda o casamento

Outro filme que fala do matrimônio é Entre casais. Só que aqui não se trata de comédia romântica, mas de drama, e alemão. Resultado: embora a trama seja interessante, o andamento é meio, digamos, germânico. Falta emoção na história de dois casais, Chris e Katrin, Uwe e Ellen, que, em plena crise conjugal, acabam se envolvendo. Ou melhor, o radialista Chris e a vendedora Ellen se envolvem, pra desespero de Uwe e Katrin. O filme fala de desejos, de mudança, de recomeço, mas daquele jeito meio frio dos prussianos.
No mais, batemos os 600 acessos, estamos bombando e eu devo tudo isso a vocês, que me acompanham.
Beijão multiplicado!

Clara Arreguy, quinta-feira, junho 01, 2006. 0 comentário(s).

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