Quebrando tabus

Hoje, pela primeira vez, consigo fechar uma semana inteira blogando, sem interrupções. Tudo graças ao plantão em que estou, que me permite ficar conectada todo santo dia. Em compensação, não posso ir ao cinema e leio pouco, vejo poucos vídeos, o que cerceia meu sagrado direito de palpitar e dar dicas para vocês, meus amigos. De qualquer maneira, ontem à noite, depois de um jantarzinho japa produzido pelo meu amigo Mateus, consegui assistir aos dois primeiros episódios de Os aspones, num DVD que contém sete. Hilário, mostra toda a mitologia em torno do serviço público e uma leitura até kafkiana de certos aspectos da vida contemporânea. E que atores sensacionais. Tudo de bom.
Meus beijos!

Clara Arreguy, domingo, abril 30, 2006. 1 comentário(s).

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Seu problemas acabaram

Se você é daquele tipo que precisa muito ver um bom filme, ler um bom livro ou ouvir um bom disco e não tem idéia do que fazer... Seus problemas acabaram! No blog da Clara, dicas não lhe faltarão. Por exemplo: vamos que você seja fã de ficção científica e queira pegar um DVD pra ver com a mina ou o mano neste sabadão à noite sem opção (não aqui em Brasília, que tem Feira da Música Independente cheia de atrações). Vamos que você curta o Ray Bradbury. Então, pode procurar O som do trovão, uma adaptação desse grande autor do gênero. A história cita aquela física quântica, que diz que tudo está interligado e uma flor que caia no Japão pode alterar o curso da história. Na trama, passada em 2055, uma empresa promove viagens no tempo para as pessoas fazerem safári à pré-história e experimentarem a sensação de matar dinossauro. Um erro acidental muda o passado, o que passa a modificar o presente, em ondas. Os bichos que surgem são sensacionais (o mais legal é um réptil com cara de primata e dentes de morcego).
Beijos!

Clara Arreguy, sábado, abril 29, 2006. 0 comentário(s).

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3 caras muito engraçados

Angeli, Laerte e Glauco. Os três separados já são craques. Juntos, então, são garantia de gargalhadas. O álbum Seis mãos bobas, que acaba de ser lançado, reúne histórias dos três juntos ou dois a dois, publicadas nos anos 80, nas revistas Chicelete com banana e Geraldão. Ainda com um sabor meio fim de ditadura, as histórias são geniais. Sem papas na língua (nem no traço), eles detonam tudo, de forma irreverente e às vezes até escatológica, sem censura. Como quando escracham com o pessoal da censura, quando mostram o sexo feito pelos paulistas ou quando celebram o amigo Henfil, que havia morrido um mês antes. Não fica pedra sobre pedra. Eles são geniais. Imperdíveis.
Beijão!

Clara Arreguy, sexta-feira, abril 28, 2006. 0 comentário(s).

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Romance sensacional

Vem do México minha nova descoberta de romancista: é Ignacio Padilla, autor de Amphitryon. Primeiro eu vi uma entrevista dele que o Carlos Herculano fez. Achei curiosa a sinopse do livro. Enquanto lia, constatei que estava diante de material de primeiríssima. Amphitryon se passa entre a primeira e a segunda grande guerra e conta a história de um homem que tenta se vingar do homem que trocou de identidade com seu pai, num jogo de xadrez. Numa segunda parte, vamos conhecer o homem que assumiu a identidade daquele primeiro usurpador. Numa terceira, a versão do braço direito desse último. E assim por diante. Num emaranhado de aparências e verdades parciais, repassa um grande trecho da história da Europa antes, durante e depois do nazismo, com a questão do Holocausto como pano de fundo e o xadrez como estrutura de raciocínio. Genial.
E muitos beijos!

Clara Arreguy, quinta-feira, abril 27, 2006. 0 comentário(s).

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Mefistofélico

Estréia na sexta-feira um filme mefistofélico: Tudo por dinheiro traz Al Pacino no papel de um empresário que compra o passe de um cara especialista em dar dicas para apostadores em jogos de futebol americano. O tal carinha é o galã da hora, Matthew McConaughey, lindo e cada vez melhor. O personagem de Pacino o domina e transforma no que ele não é. O ator recupera a veia forte de intérprete (que andava meio sumida), num papel sob medida. O cara é descontrolado, foi viciado em jogo e bebida, fuma sem parar, tenta controlar a vida de todos e arrisca até a mulher (Rene Russo) em sua maneira de viver perigosamente. Embora o assunto seja um pouco distante da nossa cultura, as emoções que o filme envolve são bem demarcadas, com um único problema na cena final entre Pacino e Rene, excessivamente melodramática. O saldo, no entanto, é positivo.
Beijocas.

Clara Arreguy, quarta-feira, abril 26, 2006. 0 comentário(s).

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Gatos idosos

Duas posturas opostas em lindões que se aproximam da terceira idade: Sharon Stone e Bruce Willis. Ela primeiro: ainda gostosona, do alto de seus 48 anos, insiste em investir na imagem de fatal e irresistível. Seu Instinto selvagem 2 é sofrível, um desastre, cheio de caras e bocas, que filme ruim, meu Deus! Já ele, aos 51, ainda que mantenha a postura de "duro de matar", assume que o tempo passa para todos. No filme 16 quadras, faz um personagem decadente, barrigudo, alcoólatra, fim de linha. Boa chance para o ator mostrar que, depois do delicioso gato de A gata e o rato, não havia virado para sempre aquele musculoso descerebrado.
E muitos beijos para todos!

Clara Arreguy, terça-feira, abril 25, 2006. 0 comentário(s).

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Ausência forçada

Os deuses tecnológicos conspiraram contra mim neste fim de semana, me deixaram sem conseguir acessar o blogger para conversar com vocês, o que me impediu de quebrar a marca de blogar uma semana inteira, sem interrupções. Fiquei macha demais. Queria comentar a morte do Telê Santana, um grande esportista, um grande homem, um grande líder, o homem que redimensionou o futebol arte no nosso país. Devemos a ele o redirecionamento do talento brasileiro rumo ao que temos de melhor, e não às teses antiquadas que queriam fazer da nossa prática esportiva aquela coisa pesada, violenta, sem nada que ver com nossa ginga e nossas qualidades. Que perda para o futebol brasileiro, mas quantas lições ele deixou. Até mais filosoficamente, no que diz respeito a ganhar e perder, a nem sempre os deuses do jogo premiarem o melhor. Um luto que ensina.
Beijos e até breve!

Clara Arreguy, segunda-feira, abril 24, 2006. 0 comentário(s).

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Rosto colado

Para quem gosta de dançar de rosto colado ou de explorar os giros pelo salão no melhor estilo gafieira, a dica é o disco Você só dança com ele, do grupo Conexão Rio, com participação especial, ao trombone, arranjos e direção, de Vittor Santos. O repertório só tem Chico Buarque, o que já garante metade do caminho. Mas é mais que isso, porque os arranjos são muito bons e o resultado parte de lindas melodias para criar climas, inovar em improvisos e embalar sonhos.
Ah, só duas boas notícias pessoais: nosso blog bateu os 300 acessos e, no site, temos novidades - principalmente no clipping, que está mais atualizado, com novas matérias. A maior curiosidade é a crítica que um cara do JB fez ao meu romance Segunda divisão, em que ele me chama de incompetente, chama do Tostão de mentiroso, detona o livro, reclama dos palavrões, diz que eu não entendo nada de futebol etc. etc. Um primor.
Beijão!

Clara Arreguy, sexta-feira, abril 21, 2006. 0 comentário(s).

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Duas Américas

O filme Três enterros, dirigido e estrelado por Tommy Lee Jones, mostra a relação conflituosa entre imigrantes mexicanos e policiais norte-americanos na fronteira do Texas. Conta a história de Pete, amigo de Melquíades (morto acidentalmente por um agente), cujo corpo é enterrado e desenterrado por vários motivos. O último deles: Pete quer atender ao desejo de Mel de ser enterrado em sua terra natal. Para isso, seqüestra o autor do crime e obriga-o a ir com ele, numa jornada absurda, contramão de todo mundo, rumo ao México. A cavalo, com o morto a tiracolo, enfrentam deserto, cobra, fome, polícia. No fundo, o que quer o norte-americano é levar adiante sua prova de amizade e confrontar uma ideologia excludente, preconceituosa, intolerante. Os dois homens representam faces opostas da mesma América: a que nasceu da imigração e a que teme e rejeita o Outro. Um filmaço, que rendeu justos prêmios a Tommy Lee Jones.
Beijos!

Clara Arreguy, quinta-feira, abril 20, 2006. 0 comentário(s).

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Jogo de corpo

Vai estrear na sexta-feira um documentário sensacional - para amantes do futebol ou do esporte em geral. É Ginga, que conta 10 histórias de brasileiros habilidosos com a bola. A maioria, anônima. Tem duas mulheres feras (uma no futevôlei, outra nas embaixadas), tem um atacante sensacional com uma perna só (podia jogar no Galo), tem um capoeirista supermaneiroso. Todo mundo dribla, todo mundo samba, com a mesma competência. Dois são famosos: o Falcão do futsal e o Robinho. Entre as coisas legais do filme, a trilha sonora, a edição ágil, aquele carinho com o pequeno, o desconhecido, o fora do eixo. Entre as coisas que incomodam, um olhar que vê o Brasil faltando pedaço (são quatro paulistas, três cariocas, um baiano, um amazonense e um catarinense). Faltou o resto do país.
Beijos mis!

Clara Arreguy, quarta-feira, abril 19, 2006. 0 comentário(s).

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Comédia romântica

Tem gente que odeia comédia romântica. Eu não. Sempre que o casal protagonista vale a pena, eu me divirto e saio sonhando, como convém ao gênero. Em Armações do amor, a história do coroa de 35 anos que não quer sair de casa, então os pais lhe contratam uma falsa namorada para tirá-lo de lá, funciona. É que o Matthew McConaughey é o galã mais lindo e charmoso do momento, e Sarah Jessica Parker sabe fazer rir e encantar. Os personagens em volta são muito divertidos, principalmente os pais dele e a colega de apê dela. E as piadinhas com bichos, apesar de repetitivas, são engraçadas. Nada, como diz o Marcello Avellar, outstanding, mas boa sessão da tarde.
E beijos a flux!
ps - Não deixem de visitar o www.correioweb.com.br/hotsites/dapedal para conferir a viagem do Paulo e dos amigos cicloturistas pelo Nordeste.

Clara Arreguy, terça-feira, abril 18, 2006. 0 comentário(s).

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Teatro filmado

Sabe quando você vai ver um filme torcendo para amá-lo? Foi minha postura em relação a A máquina, cujos original (livro de Adriana Falcão) e adaptação (peça de João Falcão) haviam sido inesquecíveis. O filme decepciona justamente porque não consegue superar o teatro. Claro, um cineasta mais experiente (esta é a estréia de João Falcão na linguagem) poderia fazer maravilhas. No resultado final, ficou teatro filmado, com recursos teatrais lindos, bons atores e cenografia, luz etc. Mas nem de longe a magia do espetáculo vivo que quem viu nunca esquecerá, muito menos a infinidade de recursos cinematográficos não usados. Uma pena. Atenção apenas para um detalhe gigantesco: Paulo Autran. Quem viveu e viu, desde Terra em transe, sabe quanto é música para ouvidos e pintura para os olhos ver e ouvir Paulo Autran. Se não fosse pela história legal, pela tentativa de fazer algo diferente (ainda que mal-sucedida), A máquina valeria para ver mais uma vez Paulo Autran.
Beijins!

Clara Arreguy, segunda-feira, abril 17, 2006. 0 comentário(s).

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Vista de Cuba

O documentário Suíte Havana é muito legal. Ainda não chegou a Brasília, assisti em BH, onde estou passando o feriado. Mostra o cotidiano de um monte de personagens, trabalhadores comuns, em sua lida diária no trabalho, no lazer etc. O incrível é que fizeram tudo sem diálogos, apenas com trilha sonora e sonorização interessante. E o paradoxal é que o povo cubano adora uma prosa, seja conversa fiada, seja papo sério. O ponto alto do filme é a história do menino Francisquito, portador de síndrome de Down, cuidado com igual amor pelos avós, pela escola e pelo pai, em momentos que mostram como a pobreza (generalizada) pode ser digna. Todos são pobres, o que não é novidade em se tratando de Cuba, mas o país segue seu caminho. Como mostra Suíte Havana. Ontem eu desejei feliz Páscoa. Hoje desejo de novo.
Beijocas.

Clara Arreguy, sábado, abril 15, 2006. 0 comentário(s).

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Brasileirinho

O filme Tapete vermelho tem mais qualidades do que defeitos (desses últimos, o mais grave é misturar no texto um pouco de sociologia, como se fosse necessário fazer reflexões ou comentários sobre a realidade abordada). Na maior parte do tempo, no entanto, o texto é delicado, divertido, dramático. Mostra um casal de caipiras (Matheus Nachtergaele um pouco caricatural e Gorete Milagres perfeita, maravilhosa) que leva o filho numa viagem em busca de um filme de Mazzaropi para mostrar ao menino (o ator-mirim, Vinícius Miranda, também é maravilhoso). No road movie caipira, eles passam por problemas e peripécias, esbarram nos sem-terra, nos problemas sociais de um Brasil bem diferente daquele que eles conheciam na roça, chegam à cidade grande e trombam com mais problemas. Muito oportuno o resgate da cultura popular, os causos, a música, a catira, a ingenuidade. Atores convidados também dão um show.
Beijos e feliz Páscoa!

Clara Arreguy, sexta-feira, abril 14, 2006. 0 comentário(s).

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Melodrama

Os melodramas têm seu lugar na cinematografia (e no novelário, com força), mas são sempre malvistos. Talvez por isso, Um lugar para esquecer passe tão de liso pelos cinemas. Não que seja ruim. Só que a carga dramática é tal que as pessoas não têm paciência. São vários tipos de sentimentalismos: o caso da mulher que apanha do namorado; o caso da filha criada sem pai; o caso da mulher que estava dirigindo quando seu marido morreu num acidente; o caso do pai que não perdoa a morte do filho; o caso do avô que custa a aceitar a neta; o caso do amigo que se feriu gravemente ao ser atacado por um urso; o caso do outro amigo que estava bêbado quando isso aconteceu; e até o caso do urso que vai morrer se ficar longe de seu habitat. Tem tanto motivo para lágrimas que você nem chora. Vê os dramas se acumulando e espera dar um risinho quando for possível. O ponto alto é a relação entre os dois velhos (Robert Redford e Morgan Freeman, gigantes). Só ela já vale o ingresso. Como eles estão presentes a maior parte da fita, compensa o peso melodramático.
Beijos e bom resto de domingo.

Clara Arreguy, domingo, abril 09, 2006. 0 comentário(s).

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Marca histórica

Ontem batemos a marca histórica de 800 acessos ao nosso site (desde final de janeiro), fiquei superfeliz. Ao blog, desde que começamos a contar separadamente, são quase 200 acessos. Legal demais, pessoal. Para comemorar (e também porque hoje é aniversário do meu amor), duas boas dicas: uma da revista Persépolis, uma HQ diferente, feita por uma iraniana que passou por mil peripécias, desde o tempo do regime do xá, a revolução dos aiatolás, até o exílio numa Europa intolerante, em meio a drogas, etc. Está no volume 3 e é muito bacana, bem desenhada. A outra é o filme Irma Vap - O retorno, que, embora a crítica não esteja vendo com muito bons olhos, presta uma bela homenagem ao teatro e ao cinema (parodia O que terá acontecido com Baby Jane, com Bette Davis e Joan Crawford). Gostei da brincadeira despudorada com as citações, com o intuito explícito de fazer rir e entreter. O espectador tem direito a uma boa dose de talento, coisa que Nanini e Latorraca têm de sobra. E o sorriso daquele Thiago Fragoso, o que é que é aquilo?
Beijões!

Clara Arreguy, sábado, abril 08, 2006. 0 comentário(s).

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Pé na estrada

Oi, pessoal
minha mensagem hoje é sobre o projeto Dá Pedal, do qual fazem parte o Paulo de Araújo, o Maninho, o Rogério e o Pena, amigos que estão iniciando hoje uma viagem superbacana: saíram de Brasília, de carro, com destino a Recife. De lá, pegam as bicicletas e vão até Fortaleza, pelo litoral. Na bagagem, além de aventura e diversão, levam projeto ambiental, com vídeos e oficinas de reciclagem para as comunidades ao longo do caminho. A aventura deles vai ser narrada, dia a dia, no site do CorreioWeb (www.correioweb.com.br/hotsites/dapedal), com lindas fotos. Vale a pena acompanhar. Boa sorte e boa viagem para eles, bom fim de semana para nós.
Beijos em todos!

Clara Arreguy, sexta-feira, abril 07, 2006. 0 comentário(s).

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Em baixa

Nem o último filme que vi nem o último livro que li foram de primeira. O filme é pior: As férias da minha vida, com a Queen Latifah, daqueles filmes feitos para determinado ator ou atriz brilhar. Ela é boa, a historinha é que não ajuda. Puseram até o Depardieu para dar um tempero (ele faz um chef francês que ela encontra num hotel de luxo, na República Tcheca, quando vai se despedir da vida, porque supostamente está com os dias contados), mas não adiantou. O filme não convence em nada. Vocês podem me perguntar por que eu vejo esse tipo de produção. É para trabalho. Não escolha minha. Quanto ao livro, trata-se de A Rosa de Alexandria, de Manuel Vasquez Montalban, um policial que custa muito a engrenar, com dois personagens paralelos (o investigador e o assassino) e um mistério envolvendo a morte e o esquartejamento de uma mulher. Puxa, a narrativa se arrasta tanto que me deu vontade de largar a leitura, mas não o fiz. Deixei que o Montalban, um autor clássico do gênero, me levasse até o fim. Talvez o defeito esteja em mim, que ansiei por um ritmo mais aceleradinho.
Então, beijos!

Clara Arreguy, domingo, abril 02, 2006. 0 comentário(s).

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