2018: jan . fev . abr . mai

2017: jan . mar . abr . jun . ago . set . nov . dez

2016: jan . fev . mar . abr . jun . jul . out . nov . dez

2015: jan . fev . mar . abr . mai . jun . jul . ago . set . out . nov . dez

2014: jan . fev . mar . abr . mai . jun . jul . ago . set . out . dez

2013: jan . fev . mar . abr . mai . jun . jul . ago . set . out . nov . dez

2012: jan . fev . mar . abr . mai . jun . jul . ago . set . out . nov . dez

2011: jan . fev . mar . abr . mai . ago . set . out . nov . dez

2010: jan . fev . mar . abr . mai . jun . jul . ago . set . out . nov . dez

2009: jan . fev . mar . abr . mai . jun . jul . ago . set . out . nov . dez

2008: jan . fev . mar . abr . mai . jun . jul . ago . set . out . nov . dez

2007: jan . fev . mar . abr . mai . jun . jul . ago . set . out . nov . dez

2006: fev . mar . abr . mai . jun . jul . ago . set . out . nov . dez






Uma africana, um italiano

Outros livros que tenho lido em e-book, então busco as capinhas no google:



- O lindo "Americanah", de Chimamanda Ngozi Adichie (Companhia das Letras), em que a escritora nigeriana traça uma autoficção em torno da experiência pessoal de uma estrangeira estudando nos Estados Unidos. Questões raciais que nunca haviam habitado suas preocupações se descortinam para ela quando, no novo país, se descobre negra, processo que não vivia na Nigéria, onde todos o eram. Racismo, autoafirmação, autoestima e a questão da beleza negada pelos padrões dominantes são alguns dos temas que perpassam o romance. A protagonista faz sucesso com um blog em que aborda essas e outras problemáticas na vida de uma jovem bela, inteligente, mas estrangeira, estranha no ninho. Não deixa de falar de seu país, da política corrupta, dos romances (sejam eles entre "iguais" ou inter-raciais"), enfim, do lugar da mulher. E por fim ela volta à África em busca de pertencimento, mas acaba por se tornar estranha aonde quer que vá. Lindo romance!

- Outra beleza é "Laços", de Domenico Starnone (Todavia), uma narrativa concisa em torno de um casal que vive o inferno de uma vida em comum mantida por uma relação de dominação. Homem e mulher não se amam, mas se sustentam na disputa de poder em que ela, a megera, o oprime e obriga a voltar, premido pela culpa em relação à saúde mental dela e em relação aos filhos pequenos - justamente quando ele, num lampejo de liberdade, encontrara o amor e a chance de se realizar profissionalmente ao lado de uma jovem paixão. Ela, a megera. Ele, o covarde. Os filhos, aparentemente manipulados nesse jogo doentio. O romance é curto, mas preciso. Um capítulo narrado por ela, um por ele, um pela filha. O suspense é construído de forma bem tecida, bem tramada, surpreendente, envolvente. Dizem que Starnone seria Elena Ferrante. Não sei. Nunca a li. Mas que ele é bom no que faz, não resta dúvida.

Bjs!

Clara Arreguy, sexta-feira, maio 11, 2018. 0 comentário(s).

______________________________________________________

A voz de Lula

Resultado de imagem

"A verdade vencerá - o povo sabe por que me condenam", de Luiz Inácio Lula da Silva e Ivana Jinkings (Boitempo), é uma rara oportunidade de ler outras versões para fatos que a mídia massacra em versão única, noite e dia, na eterna tentativa de reinventar a realidade.
Trata-se de uma extensa entrevista com o ex-presidente poucos dias antes de sua prisão. Na conversa, a editora Ivana tem a companhia de Juca Kfouri, Gilberto Maringoni e Maria Inês Nassif, que falam sobre todos os assuntos relacionados à política brasileira contemporânea, das denúncias de corrupção aos meandros dos processos judiciais, dos governos bem-sucedidos do campo popular ao golpe que pôs fim às conquistas sociais.
Ao final, artigos de Luis Fernando Verissimo, Luis Felipe Miguel, Eric Nepomuceno e Rafael Valim contribuem para analisar o momento do país, a trajetória de Lula e sua importância para a história do Brasil.
Um alento na maré de desinformação e lavagem cerebral dos meios de comunicação.

Beijos!

Clara Arreguy, quinta-feira, maio 10, 2018. 0 comentário(s).

______________________________________________________

África vezes dois



Ando tão atrasada nas atualizações do meu blog que vou fazer um resumão do que tenho lido, a começar por dois livros de temáticas afras, por isso vão juntos neste primeiro post: "Os nove pentes d'África", de Cidinha da Silva (Mazza Edições) e "Como as histórias surgiram na Terra", de Valdério Costa (Editora Imeph).

No primeiro, a belo-horizontina Cidinha da Silva tem ilustrações de Iléa Ferraz e conta, por meio de uma família da periferia da cidade grande, uma tradição africana passada aos netos pelo velho avô. Os pentes que trabalham a beleza negra e simbolizam as qualidades de cada indivíduo guardam as histórias transmitidas oralmente, assim como toda a sabedoria dos ancestrais. O livro é lindo, tocante, simples e importante para a valorização de uma cultura continuamente atacada e diminuída. Lindo, lindo, lindo!

No segundo, Valdério Costa, potiguar que viajou o mundo e hoje vive em Brasília reconta e ilustra uma lenda recolhida de Gana, em que o homem-aranha Anansi vai ao céu buscar as histórias para espalhá-las pela Terra. Mas para isso terá que cumprir os desafios impostos pelo Deus do Céu, e assim diversas tradições se encontram nas aventuras de esperteza e sabedoria do personagem. Tive a honra de revisar o texto do Valdério e estamos fazendo um trabalho juntos, mas sobre esse falo mais depois.

Com esses dois lindos livros, retomo a atualização desse velho e cansado blog. Beijos!

Clara Arreguy, quarta-feira, maio 09, 2018. 0 comentário(s).

______________________________________________________