Fim de festa

Desculpem-me a ausência, não foi por causa de viagem de carnaval. Pelo contrário, passei a folia de momo na redação do Correio Braziliense, no bloco dos editores, no cordão dos sem-descanso. Ok, já tô acostumada, são muitos anos nisso. De observar o frenesi momesco (tanto agora, em Brasília, quanto antes, em BH). De ouvir as pessoas perguntando "o que você sentiu quando a Mangueira entrou?". E vai por aí afora. Sem mau humor, por favor. Tá tudo bem. O país brincou, cantou, dançou, se divertiu, e para muitos, agora começa o ano. Pra mim já começou há um tempão, vai bem, obrigado, com muita ralação e muita alegria. É como diz um amigo meu: a luta continua, companheira.
Beijos!

Clara Arreguy, terça-feira, fevereiro 28, 2006. 0 comentário(s).

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U2 x Stones

Ou Bono x Mick. É o que todo mundo está discutindo. Afinal, qual show foi melhor, o da banda inglesa ou o da irlandesa?Pra mim, que vi pela TV (abaixo a Rede Globo, que transmite, mas corta e mente!), fica mais fácil achar que o U2 foi melhor. O show foi mais performático, maior, contemplou todas as expectativas dos fãs. Bono soube agradar, falando de política e futebol, puxando nosso saco, prevendo o hexa e garantindo que Deus é brasileiro. É claro, no entanto, que quem estava em meio à multidão de 1,5 milhão de Copacabana, naquela celebração orgástica e popular, sentiu mais emoção ali do que no meio de "apenas" 73 mil colegas. De qualquer maneira, para nós, coroas roqueiros, como soa bem ouvir rock do bom, compartilhado em nosso país, como em nossa mais tenra adolescência jamais sonharíamos. Mick Jagger ainda jovem e impossível. E como soa como música aos nossos ouvidos o discurso dos nossos ídolos pop, antenados com o mundo que os cerca, e não expressão do que já foi chamado de alienação.
Pessoal, só para constar: quem começou tudo isso que o Bono hoje representa foi George Harrison, em 1971, com o concerto para Bangdalesh. Cujo registro está sendo reeditado em caixinha de dois CDs remasterizados e até com faixa bônus. Viva o George!
Beijos!

Clara Arreguy, quarta-feira, fevereiro 22, 2006. 0 comentário(s).

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Amor e sexo

Fujam de um livro chamado Por que as mulheres fazem amor e os homens fazem sexo. Cientificista como são os simplistas, o livro quer provar que as diferenças entre homens e mulheres nada têm de cultural, que a "ciência" (séria) explica por que uns possuem habilidade para dirigir carros e outras devem se ater às atividades para as quais nasceram. Sem falar numa fieira de exemplos que provam como mulheres não sabem usar mapas (e que norte-americanos só sabem ir a algum lugar de posse de um mapa). Pra coroar, um teste sobre os graus de testosterona comprovou algo de que eu já suspeitava: eu sou é homem (como diria Ney Matogrosso) ou sou mais macho que muito homem (Rita Lee).
Beijos!

Clara Arreguy, sexta-feira, fevereiro 17, 2006. 0 comentário(s).

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Novidades

OI, pessoal,
hoje não fui ao cinema, mas tenho novidades no site. Finalmente, entraram no capítulo de textos algumas crônicas que escrevi na época do Estado de Minas. Tem umas que ficaram mais conhecidas, como a da família de revisores e a dos mendigos da avenida do Contorno. Visitem-me lá, tenho certeza que vão achar coisas do arco-da-velha.
Beijos em todos!

Clara Arreguy, quarta-feira, fevereiro 15, 2006. 0 comentário(s).

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Pastelão

Este blog tá parecendo mais o diário de uma cinéfila, porque só contém comentários de filmes. Mas é que ando vendo muita coisa, por causa do Oscar e por dever de ofício, mesmo. Hoje, por exemplo, assisti à refilmagem de A pantera cor-de-rosa, e não é que eu ri bastante? Tá certo, é pastelão, gag atrás de gag, mas tem aquela liberdade de fazer graça politicamente incorreta e de não buscar, necessariamente, humor inteligente. Sempre achei que ser bobo é bom. Este é um caso. Mas é preciso não ter preconceitos.
Beijos e até a próxima.

Clara Arreguy, terça-feira, fevereiro 14, 2006. 0 comentário(s).

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Clooney

Imperdível o filme do George Clooney, Bom noite e boa sorte. Sobre macartismo, fala mais da realidade atual do que propriamente do passado. Parece que o roteirista (Clooney) acompanha as CPIs no Brasil. Linda a fotografia em pb e a música, com a presença constante da Dianne Reeves. Forte, importante e muito bem feito.
Beijos, amigos!

Clara Arreguy, domingo, fevereiro 12, 2006. 0 comentário(s).

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Mais mala

E aquela mulher que fala aquele monte de 31, 31, 31 sobre big brother. Ela é mais de plástico que as louras do BBB e parece que vai ficar mumificada, para todo o sempre, gritando: 31, 31, 31. Tem uma geração de gente de plástico que parece que tomou o poder.

Clara Arreguy, terça-feira, fevereiro 07, 2006. 0 comentário(s).

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Mala do ano

Se um ET caísse na Terra hoje, iria achar que houve uma vez, no planeta, um super-herói perfeito chamado JK. Não dá outra em nenhum meio de comunicação, escrito, falado ou televisado. É um bombardeio sem fim. Santo, impoluto, infalível. Pra qualquer lado que você se vira, lá tem um elogio ao "brasileiro do século". Pra mim, tá mais pra mala do ano. Quando é que essa onda vai passar, como tantas outras, meu Deus?

Clara Arreguy, segunda-feira, fevereiro 06, 2006. 0 comentário(s).

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Munique

Outro filme importantíssimo: Munique. Estou pra fazer uma matéria no Correio Braziliense, esses dias, sobre a questão palestina, a partir do livro de memórias da ex-freira Karen Armstrong (Escada espiral). Depois falo sobre ele. O importante do filme de Spielberg é a ótima capacidade de desagradar aos dois lados (Israel e palestinos), por mostrar feias verdades. E mostrar como as boas cabeças podem ver a verdade. O personagem do filme passa por isso. Sabe que o caminho trilhado não levará à paz. Que terror multiplica terror, não resolve o problema macro, político, e muito menos o pessoal, de consciência e segurança na vida real. A questão é complexa, mas Munique deixa ver isso. Imperdível.
E atenção, leitores: novidades no site da Clara: no livro do Papai, acrescentamos textos sobre ele. No Manual da Redação, uma matéria de uns estudantes sobre uma palestra que dei em Uberada. No clipping, um link com um comentário de um jornalista do Fantástico. Muito legal.
Beijos e volto já!

Clara Arreguy, domingo, fevereiro 05, 2006. 0 comentário(s).

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O amor é lindo

O filme Brokeback Mountain é lindo. Uma história de amor (impossível, proibido, lindo), e não um faroeste gay como o senso comum prefere rotular. O chato de tudo é agüentar os babacas dentro do cinema que ficam rindo nas situações gays da história, porque não dão conta de olhar de olhos abertos os dramas da diferença. Quanta babaquice para um filme tão bom! Mas mesmo os que riem saem tocados pelo que viram. O amor, afinal, se impõe até sobre o preconceito.
Beijinhos!

Clara Arreguy, sábado, fevereiro 04, 2006. 0 comentário(s).

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