Sem contemplação

Um dos relançamentos da obra de Wander Piroli pela Editora Leitura é o livro infantil O matador, ilustrado por Odilon Moraes. Como tudo na literatura do escritor mineiro, morto em 2006, trata-se de uma visão ácida de fatos relatados sem contemplação, embora destinada a crianças. Na historinha, um menino relembra a infância num lugar onde ainda se brincava na rua, se atiravam pedras nos passarinhos - sem ser crime - e, exceto o narrador, todo mundo tinha boa pontaria no bodoque contra os pardais. Até que um dia o menino se encontra frente a frente com o bichinho...
Wander Piroli, em O matador, mantém a verve crua e cruel que marca seus escritos, a linguagem direta e seca que fez dele um dos grandes textos de sua geração. E as ilustrações casam perfeitamente com a narrativa.

Beijos!

Clara Arreguy, sexta-feira, julho 25, 2008. 0 comentário(s).

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Vilão empolgante e muito mais

Muito bom o novo filme do Batman, O cavaleiro das trevas. Tem um vilão empolgante - o Coringa, na pele do falecido Heath Ledger, num trabalho estupendo -, mas também outras qualidades, como o roteiro bom construído e demais personagens consistentes, casos do próprio Batman (Christian Bale) e de seus braços direito e esquerdo, Alfred (Michael Caine) e Lucius (Morgan Freeman). Além desses dois grandes atores, há ainda os ótimos Aaron Eckhart (o promotor que se transforma no Duas Caras), Gary Oldman (o comissário Gordon) e Maggie Gyllenhaal (Rachel, a namoradinha de Bruce Wayne e do promotor). Enfim, o fato de ser uma HQ filmada não tira do filme mérito de produção de qualidade, com elementos para prender a atenção e provocar emoções.

Beijus!

Clara Arreguy, domingo, julho 20, 2008. 0 comentário(s).

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Luz de Schwanke

Foi lançado recentemente em Joinville o documentário A luz de Schwanke, de Ivaldo Brasil Jr. e Maurício Venturi. Com 17min de duração, fala sobre a arte de um dos expoentes da geração 80, o artista catarinense Luiz Henrique Schwanke (1951-1992). Traz depoimentos de amigos e familiares, além de análises de importantes críticos de arte, sobre o artista que operava em diversas linguagens e que revolucionou ao criar, para a Bienal de São Paulo de 1991, o cubo de luz, uma instalação que lançava luzes sobre o espaço da capital paulista com tamanha intensidade que provocou a interferência do DAC, preocupado com o tráfego aéreo. Schwanke também pintava - é dele a série de pinturas conhecida como os linguarudos - e criou, com baldes e bacias, formas e instalações que expôs em espaços de várias partes do país. O documentário presta o importante papel de resgatar a figura deste artista nem sempre compreendido, mas cuja obra permanece.

Beijocas!

Clara Arreguy, sexta-feira, julho 18, 2008. 0 comentário(s).

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Histórias delicadas

O novo filme de Helvécio Ratton, Pequenas histórias, é uma produção delicada, até ingênua, voltada para o público infantil. Reúne quatro contos alinhavados, literalmente, por Marieta Severo, a narradora que tece uma toalha com cada episódio. No primeiro, Maurício Tizumba e Patrícia Pillar contracenam, ele como um pescador e ela como uma iara que lhe aparece para dar sorte. No segundo, um menino vai virar coroinha de igreja, mas se apavora com as histórias de fantasmas. No terceiro, Paulo José faz o Papai Noel de loja que perde o emprego e se envolve com simpáticos moradores de rua. E no último Gero Camilo é Zé Burraldo, um roceiro que se deixa enganar por todo mundo. Com base de elenco formada por atores mineiros, o filme é despretensioso mas oferece narrativas que fogem ao padrão hollywoodiano vigente, em outro ritmo e outras palavras, o que por si só já vale.

Beijus!

Clara Arreguy, terça-feira, julho 15, 2008. 0 comentário(s).

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Literatura latina

Outro bom livro que li no inicinho das férias foi Putas assassinas, do chileno Roberto Bolaño. Os contos do volume possuem uma unidade tal que poderiam ser lidos como um romance de estrutura estilhaçada. Os personagens principais são em geral homens da geração do autor, que viveu o exílio político após o golpe de Pinochet, a queda de Allende e dos sonhos de esquerda no Chile. Vemos o protagonista inicialmente no México, depois na Europa, afirmando-se como escritor e enfrentando crises pessoais, familiares e profissionais que têm a política como pano de fundo. Com certo parentesco com a escrita do cubano Pedro Juan Gutierrez, Bolaño, que morreu aos 50 anos, em 2003, mergulhava na poesia e na própria literatura como temas e personagens de suas preocupações. Forte escrita, perda tão prematura.

Beijins!

Clara Arreguy, segunda-feira, julho 14, 2008. 0 comentário(s).

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Aventura infantil

É uma produção voltada para o público infanto-juvenil, com perigos e emoções suavizados, mas não deixa de ser interessante Viagem ao centro da Terra. Baseado em Júlio Verne, o filme reconstitui com bons efeitos a imaginação do escritor francês e, apesar de Brandon Fraser, galã e produtor, sai-se bem como uma sessão da tarde para férias. Não mais que isso.

Beijos!

Clara Arreguy, domingo, julho 13, 2008. 0 comentário(s).

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Histórias de um povo

No tribunal de meu pai, de Isaac Bashevis Singer, foi minha principal leitura de férias. Terminei hoje. Compilação de crônicas escritas pelo grande escritor, reúne histórias do povo judeu a partir do ponto de vista de um menino. Autobiográficas, as narrativas curtas descrevem como viviam judeus poloneses no início do século 20. Filho de um rabino pouco importante na comunidade, o pequeno observador relata litígios, costumes, dúvidas religiosas e existenciais, tendo tudo como pano de fundo a Primeira Guerra Mundial e as desditas que seu povo sofria com a diáspora e as dificuldades de adaptação ao mundo. Um livro ao mesmo tempo leve e profundo, que se lê apreciando a saborosa escrita de um autor não à toa premiado como Nobel.

Clara Arreguy, sábado, julho 12, 2008. 0 comentário(s).

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I'm back

As férias ainda não acabaram, mas já estou de volta à ativa cultural. Depois de um mês, depois de viajar pela Estrada Real no carro de apoio a um grupo de ciclistas (e dar minhas pedaladas, de leve), fui novamente ao cinema. Custei mas assisti a Sex and the city, o filme e gostei de rever as meninas alguns anos depois. Ok, elas estão mais caretas, preocupadas demais em dar um fim à vida, como se casar e ter filhos fosse um fim. Com sabor de episódio grandão da série e de comédia romântica de final previsível, vale pela qualidade das boas piadas velhas. Agora, a Samantha tão comportadinha, isso é imperdoável.

Beijocas!

Clara Arreguy, sexta-feira, julho 11, 2008. 0 comentário(s).

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