2018: jan . fev . abr . mai

2017: jan . mar . abr . jun . ago . set . nov . dez

2016: jan . fev . mar . abr . jun . jul . out . nov . dez

2015: jan . fev . mar . abr . mai . jun . jul . ago . set . out . nov . dez

2014: jan . fev . mar . abr . mai . jun . jul . ago . set . out . dez

2013: jan . fev . mar . abr . mai . jun . jul . ago . set . out . nov . dez

2012: jan . fev . mar . abr . mai . jun . jul . ago . set . out . nov . dez

2011: jan . fev . mar . abr . mai . ago . set . out . nov . dez

2010: jan . fev . mar . abr . mai . jun . jul . ago . set . out . nov . dez

2009: jan . fev . mar . abr . mai . jun . jul . ago . set . out . nov . dez

2008: jan . fev . mar . abr . mai . jun . jul . ago . set . out . nov . dez

2007: jan . fev . mar . abr . mai . jun . jul . ago . set . out . nov . dez

2006: fev . mar . abr . mai . jun . jul . ago . set . out . nov . dez






Ficção política vertiginosa

É vertiginoso o novo romance do norte-americano Michael Chabon , Associção Judaica de Polícia. Trata-se de ficção política, uma transversal da ficção científica em que se imagina um outro futuro, não determinado pelas transformações tecnológicas, mas pelas sociais. A história, que de fato é um romance policial, se passa no Alasca, para onde os judeus do mundo foram mandados há quase 50 anos, desde que perderam para os árabes a guerra pela Palestina. Não há Israel. Confinados provisoriamente num território que será revertido aos EUA em breve, os judeus vivem numa região inóspita, se multiplicam em meio a fanatismo e violência.
O protagonista é um típico herói de trama noir. O detetive Meyer Landsman vive num hotel fuleiro, uma espelunca onde aparece assassinado um viciado em heroína. Contrariando as ordens de sua superiora, a própria ex-mulher, Bina, Landsman resolve investigar o crime. Algo na decadência da vítima os irmana. Afinal, também o detetive está no fundo do poço, bêbado e desleixado.
A trama complexa, que consome quase 500 páginas, envolve seitas, golpes, um suposto Messias que teria chegado e seria o estopim de uma revolução neossionista, propiciando a sonhada volta à Terra Santa, conflitos entre judeus e os índios que originalmente habitavam a região, entre judeus e o governo americano.
A literatura de Chabon é muito interessante, uma escrita sem concessões, em que termos em iídiche e uma história reescrita ao sabor da inventividade tragam o leitor numa vertigem da imaginação. Sensacional.

Beijos!

Clara Arreguy, sexta-feira, abril 10, 2009.

______________________________________________________