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Menos que besteirol

As comédias de Hugo Carvana (Vai trabalhar, vagabundo, Se segura, malandro, Bar Esperança, o último que fecha) sempre foram mais que besteirol. Faziam crônica de costumes, retratos de certa geração e certa intelectualidade carioca, por intermédio de personagens meio marginais, mas sempre críticos ao establishment. A casa da mãe joana, que acaba de estrear, deixa de lado qualquer pretensão que outrora moveram o cineasta em nome do humor mais escrachado e sem compromisso. Fotos de Che, Trotsky e Vidas secas ao fundo não passam de cenário. Nada dizem das motivações dos malandros protagonistas, resumidos a estereótipos em busca de sobrevivência. Nem a plêiade de estrelas salva o humor do filme. Poucos são os momentos realmente cômicos. Como confessa Paulo Betti numa das cenas de bastidores que ladeiam os créditos finais, seu maior esforço de interpretação foi segurar a barriga. Pouco para nomes como ele, Wilker, Laura Cardoso, Malu Mader, Pedro Cardoso e outros. Os melhores momentos ficam por conta de Antônio Pedro, agora assinando Borges no nome, um talismã que Carvana exibe em todos os seus filmes. Pouco, infelizmente.

Beijins!

Clara Arreguy, domingo, setembro 28, 2008.

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