2018: jan . fev . abr . mai

2017: jan . mar . abr . jun . ago . set . nov . dez

2016: jan . fev . mar . abr . jun . jul . out . nov . dez

2015: jan . fev . mar . abr . mai . jun . jul . ago . set . out . nov . dez

2014: jan . fev . mar . abr . mai . jun . jul . ago . set . out . dez

2013: jan . fev . mar . abr . mai . jun . jul . ago . set . out . nov . dez

2012: jan . fev . mar . abr . mai . jun . jul . ago . set . out . nov . dez

2011: jan . fev . mar . abr . mai . ago . set . out . nov . dez

2010: jan . fev . mar . abr . mai . jun . jul . ago . set . out . nov . dez

2009: jan . fev . mar . abr . mai . jun . jul . ago . set . out . nov . dez

2008: jan . fev . mar . abr . mai . jun . jul . ago . set . out . nov . dez

2007: jan . fev . mar . abr . mai . jun . jul . ago . set . out . nov . dez

2006: fev . mar . abr . mai . jun . jul . ago . set . out . nov . dez






Memórias da ditadura

O jornalista Lucas Figueiredo acaba de lançar em livro mais uma de suas excelentes reportagens, Olho por olho, uma investigação sobre dois livros que resgatam parte da história do Brasil durante a ditadura militar. O primeiro é Brasil: nunca mais, produto de um trabalho hercúleo feito por advogados e militantes dos direitos humanos, capitaneados pelo arcebispo dom Paulo Evaristo Arns e pelo pastor Jaime Wright. A equipe que eles comandaram levou cinco anos para capturar e organizar dados saídos do Superior Tribunal Militar sobre todos os processos políticos entre 1964 e 1979. Foi o maior relato sobre denúncias de tortura e atos de violência praticados pelos órgãos de repressão no país.
O segundo tem o nome de Orvil, ou seja, livro de trás para a frente e foi produzido por agentes do Exército justamente para responder às denúncias do BNM. Vetada pelo então presidente José Sarney, sua publicação ainda hoje não foi feita, mas de livro secreto ele se tornou ao longo dos anos público, com divulgação em sites e vazamento de fontes ligadas à repressão. Nele, com a intenção de expor os crimes cometidos pela esquerda durante o regime militar, os agentes acabam revelando informações sobre o destino de militantes desaparecidos ou assassinados sem que até então se soubesse seu paradeiro.
Uma reportagem relevante para a memória do país e para jogar luzes sobre o passado recente. Mais um trabalho de peso do jornalista Lucas Figueiredo, que já havia escrito sobre a comunidade de informações, entre outras investigações de interesse.

Beijos!

Clara Arreguy, domingo, junho 28, 2009.

______________________________________________________