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Justiça e verdade

Recebi do colega José Cleves um exemplar de seu livro A justiça dos lobos - Por que a imprensa tomou meu lugar no banco dos réus, em que ele narra a saga do assassinato de sua mulher, durante um assalto, e seu indiciamento subsequente como suspeito do crime. Ao longo das 260 páginas, não se sabe o que foi mais trágico: se ver a companheira, mãe de seus cinco filhos, morta a tiro por um ladrão; se se tornar acusado do crime; se não contar com a polícia nem a imprensa para investigarem os fatos como aconteceram; se ter que promover, ele próprio, investigações paralelas para descobrir o que ocorreu; se ir a julgamento, mesmo com todos os indícios favoráveis à sua versão dos fatos.
Cleves foi meu colega na redação do Estado de Minas e pude participar de campanhas em sua defesa, já que era profissional completo, correto, ético, pessoa de bom caráter e habitual denunciante de casos de corrupção, banda podre da polícia, crimes de poderosos de todas as esferas. Não foi à toa que a polícia inverteu todas as evidências em contrário para fazê-lo sentar-se no banco dos réus. Era meio de vingança. Quando a imprensa inteira comprou a versão oficial, sem se dar ao trabalho de analisar os autos do processo, ajudou a condenar de antemão um cidadão a quem, até prova em contrário, deveria ser dado crédito de inocente. O júri popular se encarregou de fazer justiça, assim como todas as instâncias, que o absolveram por unanimidade.
No livro, recheado de documentos e fotos, Cleves conta tudo isso e ainda ensina fundamentos do jornalismo investigativo sério e comprometido, como ele sempre soube praticar. O livro não tem editora nem se encontra em livrarias. É preciso fazer contato com o autor por e-mail: josecleves@hotmail.com.

Beijos!

Clara Arreguy, segunda-feira, agosto 10, 2009.

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