2018: jan . fev . abr . mai

2017: jan . mar . abr . jun . ago . set . nov . dez

2016: jan . fev . mar . abr . jun . jul . out . nov . dez

2015: jan . fev . mar . abr . mai . jun . jul . ago . set . out . nov . dez

2014: jan . fev . mar . abr . mai . jun . jul . ago . set . out . dez

2013: jan . fev . mar . abr . mai . jun . jul . ago . set . out . nov . dez

2012: jan . fev . mar . abr . mai . jun . jul . ago . set . out . nov . dez

2011: jan . fev . mar . abr . mai . ago . set . out . nov . dez

2010: jan . fev . mar . abr . mai . jun . jul . ago . set . out . nov . dez

2009: jan . fev . mar . abr . mai . jun . jul . ago . set . out . nov . dez

2008: jan . fev . mar . abr . mai . jun . jul . ago . set . out . nov . dez

2007: jan . fev . mar . abr . mai . jun . jul . ago . set . out . nov . dez

2006: fev . mar . abr . mai . jun . jul . ago . set . out . nov . dez






A infância de José

Assim como outro José, seu xará (ninguém menos que Saramago), o Rubem Fonseca lançou seu pequeno, delicado e rico livro de memórias da infância, José (Nova Fronteira). Trata-se de uma viagem sentimental ao menino que ele foi, primeiramente em Juiz de Fora, Minas Gerais, e depois no Centro velho do Rio de Janeiro, nos anos 30 e 40 do século XX.
Obra delicada e tocante, ligeira, José relata a gênese de algumas das paixões do escritor, como a leitura e a escrita, que balizaram praticamente toda sua vida, embora ele tenha sido também policial, o que lhe ensinou sobre o mundo dos crimes e bandidos sobre os quais tão bem escreve.
Mas é de literatura, lida e escrita, que se trata o principal das lembranças do velho José ao falar do pequeno José. Ele e sua vida interior a bordo de livros que lhe caíam às mãos com aventuras de capa e espada, com condes de Monte Cristo, mosqueteiros e capitães Nemo que acabaram conduzindo-o a outra infinidade de autores e obras.
O Rio de sua época, o carnaval, o cinema, o sexo, a praia, a cidade, as descobertas... Em breves porém fulgurantes capítulos, Rubem Fonseca, partilha com seu leitor apaixonado a saudade do que foi antes de ter se tornado tudo isso que é para a literatura brasileira.

Beijocas!

Clara Arreguy, segunda-feira, outubro 03, 2011.

______________________________________________________